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Carência de mão de obra especializada barra transformação digital nas empresas, indica pesquisa

Mapeamento do Instituto FSB Pesquisa indica que líderes empresariais almejam a transformação digital, mas poucos devem adotá-la em 2022 

               
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Mapeamento do Instituto FSB Pesquisa indica que líderes empresariais almejam a transformação digital, mas poucos devem adotá-la em 2022 

Mesmo com o avanço de diversas tecnologias nos últimos dois anos, um mapeamento do Instituto FSB Pesquisa indica que a transformação digital ainda é um tópico controverso entre os líderes empresariais. Isso porque dos 400 entrevistados, 70% entendem que o tema é relevante para 2022, mas apenas 37% acreditam estar aptos para executar essa mudança.

A pesquisa realizada em consultoria para a F5 Business Growth, tinha como objetivo avaliar a maturidade das empresas quanto a transformação digital e entender como as práticas envolta deste tema devem ser aplicadas no próximo ano.

O que está na agenda dos líderes

Segundo o levantamento, os líderes empresariais possuem três grandes prioridades para 2022:

  • A computação em nuvem (que inclui servidores, armazenamento, bancos de dados, rede e softwares), é prioridade para 59% dos entrevistados;
  • Já a Internet das Coisas é prioridade de 39% CEOs.
  • No que se refere à cibersegurança, apenas 31% afirmam priorizar esse tópico.

Nessa questão, o sócio-diretor da F5BG, Thiago Cid, explica que “é um tema que vem ganhando a atenção dos líderes devido aos seguidos ataques que grandes companhias vêm sofrendo em suas bases de dados. Isso traz visibilidade para este assunto que, infelizmente, ainda está longe de ter uma solução simples”.

Desafios para a transformação digital

Isso porque as constatações indicam a falta de mão de obra especializada, que serviria para auxiliar as empresas durante esse processo, como um dos empecilhos para a transformação digital.

Além disso, destaca-se também a baixa adesão à inovação aberta – chamada de open innovation, em inglês –, conceito que consiste em buscar o desenvolvimento além das estruturas e pessoas da própria empresa. Isso quer dizer que, a cada 5 companhias, 4 não trabalham com nenhuma startup e apenas 18% planejam aderir a esse modelo de desenvolvimento no próximo ano.

Outro ponto a ser considerado é que a estratégia de Corporate Venture Capital (CVC), que consiste em investir em startups, também não parece ser o foco dos CEOs para 2022. Apenas 3% dos líderes citaram uma possível adoção desse conceito.

“O relacionamento com o ecossistema de startups é sabidamente uma alavanca neste processo de digitalização, mas a pesquisa mostra que ainda não está no radar da maior parte das empresas”, analisou Renato Mendes, sócio da F5 Business Growth e especialista em negócios digitais.

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