Câncer de próstata e o estímulo ao cuidado integral da saúde dos homens

Doença causa anualmente cerca de 16 mil óbitos, mas se tratada em estágios iniciais pode apresentar 95% de chances de cura.

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Novembro é mês de falar sobre a prevenção do câncer de próstata, o segundo tipo de tumor mais comum entre os brasileiros. Doença que causa, anualmente, cerca de 16 mil óbitos, e ainda é cercada por muitos preconceitos e medos.

A mensagem principal é que este tipo de câncer tem tratamento – que avançou muito nos últimos anos, tem esperança e solução para a grande maioria dos homens. Claro que o principal é evitá-la, preveni-la e, caso se instale, que consigamos tratar de forma precoce, quando as chances de cura podem chegar a 95%, nesta situação. Para isso é necessária uma mudança relevante de consciência, do quanto os homens precisam cuidar de si.

Os brasileiros vivem, em média, sete anos menos que as mulheres e vão ao médico espontaneamente oito vezes menos. Já passou da hora de mudarmos esses números. Mais do que tratar, precisamos estimular uma cultura de prevenção, com a adoção de hábitos mais saudáveis e com uma transformação no conceito da saúde integral masculina. Devemos entender que o encaminhamento para exames regulares protege não apenas contra o câncer de próstata, mas também contra hipertensão, o diabetes, o AVC, auxilia no controle do colesterol e de problemas de saúde mental.

O câncer de próstata, especificamente, é diagnosticado por meio da biópsia, mas a suspeita levantada pelo PSA e pelo toque retal. São exames preventivos que devem ser feitos a partir dos 50 anos de idade. Nos últimos anos, houve uma melhora significativa no diagnóstico e tratamento desta doença. Hoje, ressonâncias magnéticas orientam a biópsia, para verificar pontos específicos do tumor, quando há suspeita da doença.

É fundamental esclarecer e informar que há pacientes que não vão precisar de tratamento. É possível, apenas, manter uma observação segura, através de características da patologia e características moleculares obtidas por testes avançados. Este tratamento, chamado de vigilância ativa, pode ser feito para 30% dos pacientes, com um acompanhamento médico regular.

Para quem tem a doença em estágios mais avançados, os tratamentos tiveram avanços importantes, com drogas chamadas de radiofármacos que, injetadas na circulação sanguínea, chegam ao tumor e matam as células doentes com doses letais de radiação. Novos anti-hormônios e medicações biológicas alvo-dirigidas, medicamentos imunoterápicos e quimioterápicos.

A cirurgia melhorou de modo relevante, com o advento da cirurgia robótica, minimamente invasiva, que permite ao paciente retornar mais rapidamente às atividades normais. Novos protocolos de radioterapia promovem doses mais elevadas direto no tumor, poupando os tecidos ao redor, evitando maior toxicidade. Aliás, são feitas em tempo muito menor do que no passado. Antigamente, em 8 semanas; agora em períodos mais curtos.

Portanto, o câncer de próstata, mesmo numa doença avançada ou metastática, consegue ser cronificada por muitos anos, para a maioria destes homens. Já passou da hora de superarmos medos e preconceitos para o melhor cuidado da saúde dos brasileiros.

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