Brasileiros foram os que mais engordaram durante a pandemia, aponta levantamento

A China ocupa o último lugar do ranking, segundo estudo do Vigilantes do Peso. Lá, apenas 6% dos entrevistados relataram ter engordado na pandemia.

               
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Um levantamento, realizado pela empresa Vigilantes do Peso Brasil (Weight Watchers) em parceria com o Instituto Ipsos, aponta que cerca de 52% dos brasileiros relataram um aumento do peso médio de 6,5kg durante a crise sanitária da Covid-19. A pesquisa foi feita 30 países durante os meses de outubro e novembro de 2020 e indica que o número é maior do que a média mundial, de 31%, que ganhou uma média de 6,1kg. A ocorrência no país foi associada ao consumo de alimentos ultraprocessados e também a falta de exercícios físicos.

Enquanto o Brasil lidera o ranking de ganho de peso, o Chile segue logo atrás com 51%. Ambos os países destoam dos 6% relatados pela população chinesa, que ocupam o último lugar do ranking. Para a pesquisa, foram entrevistadas 22.008 pessoas de 16 a 74 anos, de 30 países.

Segundo a Vigilantes do Peso Brasil, os excessos durante o isolamento também podem estar relacionados a uma busca por conforto emocional na comida. “As pessoas estavam muito ansiosas e acabaram procurando alimentos que são ricos em açúcar em busca de um bem-estar momentâneo”, disse o nutricionista Matheus Motta responsável pelo programa no Brasil.

Durante a pandemia, o hábito de encomendar comida por meio de aplicativos tornou-se mais frequente, e com a necessidade de distanciamento social, muitos abandonaram a prática de atividade física. O Brasil ocupa o 4º lugar do ranking, com 29% das pessoas relatando a diminuição da prática de exercícios. Enquanto isso, 23% passou a se exercitar mais desde o início da crise sanitária.

Vícios também foram incluídos na análise, como o alcoolismo e o fumo. Os dados mostraram que 11% das pessoas afirmaram estar bebendo menos, mas outras 14% afirmaram estar bebendo mais. O contrário só acontece com o cigarro, onde 3% afirmou ter abandonado e 2% aderiram ao hábito.

Para aqueles que buscaram por hábitos mais saudáveis, o motivo está associado a uma tentativa de diminuir os riscos de apresentar sintomas graves caso ocorresse uma infecção por Covid-19. Cerca de 38% afirmaram praticar exercícios físicos com regularidade e 28% mencionaram abandonar o fumo. Além disso, 17% consideram importante perder peso e 9% citaram deixar as bebidas alcóolicas.

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