Alto-falante inteligente pode monitorar batimentos cardíacos

Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, desenvolvem inteligência artificial para monitorar a atividade cardíaca por meio de dispositivos como o Amazon Echo ou Google Home.

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Novo sistema de inteligência artificial é capaz de monitorar batimentos cardíacos por meio de alto-falantes, segundo estudo publicado na revista Nature Communications Biology. Desenvolvido na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o sistema permite que dispositivos como o Amazon Echo ou Google Home sejam utilizados para detectar paradas cardíacas, monitorar a respiração de bebês e batimentos cardíacos.

Os alto-falantes são capazes de detectar tudo isso sem contato físico. Com o indivíduo sentado a uma distância de 30 a 60 centímetros, o dispositivo envia ondas sonoras inaudíveis de 18 a 22 quilo-hertz para o ambiente. Em seguida, o corpo humano reflete ecos que retornam ao aparelho e o algoritmo codifica os movimentos dos batimentos cardíacos.

O estudo foi realizado tanto com pacientes saudáveis quanto com pacientes hospitalizados com problemas e outras condições estruturais cardíacas. Foram retirados da pesquisa os menores de 18 anos, os que não conseguiam permanecer sentados por mais de 15 minutos e quem apresentasse batimentos instáveis. Os pesquisadores então compararam os dados obtidos por eletrocardiograma com o sistema de inteligência artificial.

O co-autor do estudo, Dr. Dan Nguyen, instrutor clínico da Escola de Medicina da Universidade de Washington, usa o protótipo de alto-falante inteligente da equipe (caixa branca no canto esquerdo inferior) para demonstrar como o sistema funciona. | Foto de Mark Stone – Universidade de Washington.

O objetivo do estudo é abrir caminho para mais um dispositivo que facilite a monitoração dos sinais vitais em hospitais e dentro de casa. 

Além do dispositivo ser mais barato, ele é capaz de identificar até mesmo a irregularidade dos batimentos. Contudo, nem sempre é fácil diagnosticar essa condição, devido à imprevisibilidade do início do distúrbio.

Para identificar potenciais problemas no desempenho do coração, os médicos costumam avaliar a frequência cardíaca, que refere-se aos batimentos ao longo do tempo, e também o ritmo cardíaco, que identifica o padrão dos batimentos. 

Ter a frequência cardíaca em números desejáveis nem sempre significa que o ritmo cardíaco é regular. Uma pessoa com 60 batimentos por minuto pode ter um padrão desorganizado dentro de cada minuto, segundo explicam os especialistas.

O professor assistente de cardiologia da Universidade de Washington e co-autor sênior do estudo, Dr. Arun Sridhar, disse ao portal de notícias da universidade: “A disponibilidade de um teste de baixo custo que pode ser realizado com frequência e na conveniência de casa pode ser um divisor de águas para alguns pacientes, em termos de diagnóstico e tratamento precoces.”

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