Acesso à atenção primária melhora a conscientização e controle da hipertensão arterial, indica estudo

Acesso à atenção primária melhora a conscientização e controle da hipertensão arterial, indica estudo

Uma nova pesquisa publicada no periódico americano “Circulation: Cardiovascular Quality […]

By Published On: 13/09/2022

Uma nova pesquisa publicada no periódico americano “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes” indica que há uma associação direta entre a facilidade de acesso à atenção primária e a conscientização e controle da pressão sanguínea alta, um dos principais fatores de risco evitáveis quando se fala em doenças cardiovasculares.

Com o intuito de examinar essa relação, a pesquisa optou por estudar Chicago, uma das cidades com maior segregação racial nos Estados Unidos, levando em conta diferentes realidades socioeconômicas. Dentre os achados, o estudo apontou que a diferença na expectativa de vida entre pessoas que vivem em bairros menos favorecidos com outros mais ricos na cidade chega a 30 anos, o que pode ser atribuído à pressão sanguínea alta, derrames e doenças cardíacas.

O levantamento também mostrou que adultos que vivem em bairros com menor acesso à saúde primária possuem uma chance 37% maior de possuir hipertensão em comparação com outros adultos que moram em áreas com um maior número de profissionais da saúde, independentemente do status socioeconômico.

O papel do acesso à atenção primária

De acordo com o “American Heart Association”, quase metade da população norte-americana possui hipertensão e uma grande parcela não tem consciência sobre sua doença. Isso ocorre pelo fato de que a pressão alta não apresenta sintomas que são facilmente identificáveis.

Os pesquisadores do estudo entendem que a conscientização sobre os riscos da hipertensão arterial é fundamental para a escolha de hábitos mais saudáveis. Por isso, o acesso mais abrangente da atenção primária é necessário do ponto de vista populacional. Dessa forma, as descobertas sugerem que, independentemente de onde as pessoas vivem, elas podem se beneficiar de programas de controle da pressão arterial, os quais ajudam a expandir a informação, possibilitar a detecção do problema e facilitar a busca por tratamento.

Como exemplo de solução para ampliar o acesso, Aschebrook-Kilfoy, um dos autores da pesquisa, sugere o uso de unidades móveis de saúde, pois elas proporcionam um aumento no atendimento de atenção primária em áreas carentes, eliminando a dificuldade de transporte dessa população.

Redação

Equipe de jornalistas da redação do Futuro da Saúde.

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NATALIA CUMINALE

Sou apaixonada por saúde e por todo o universo que cerca esse tema -- as histórias de pacientes, as descobertas científicas, os desafios para que o acesso à saúde seja possível e sustentável. Ao longo da minha carreira, me especializei em transformar a informação científica em algo acessível para todos. Busco tendências todos os dias -- em cursos internacionais, conversas com especialistas e na vida cotidiana. No Futuro da Saúde, trazemos essas análises e informações aqui no site, na newsletter, com uma curadoria semanal, no podcast, nas nossas redes sociais e com conteúdos no YouTube.

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