A terceira dose da vacina contra a covid-19 e os pacientes com câncer

É importante enfatizar que a terceira dose da vacina é fundamental para todos os pacientes oncológicos, já que a imunidade contra o novo coronavírus vai decaindo ao longo do tempo

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O Ministério da Saúde divulgou orientação para que os Estados apliquem a terceira dose da vacina contra o coronavírus, para reforço da imunização, em idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos. Segundo as diretrizes da pasta, “o reforço vale para quem tomou qualquer imunizante contra a Covid-19 no Brasil e será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer/BioNTech. Na falta deste, a alternativa deverá ser feita com as vacinas de vetor viral, Janssen ou Astazeneca”.

Como o calendário vacinal varia de região para região, é importante estar atento às datas estabelecidas pelas secretarias estaduais de Saúde.  

É importante enfatizar que a terceira dose da vacina é fundamental para todos os pacientes oncológicos. A imunidade contra o novo coronavírus vai decaindo ao longo do tempo, o que acontece com outras situações virais. Por isso que muitas vacinas são aplicadas anualmente, não com uma dose única, que dura para sempre. É o caso da imunização contra a gripe, por exemplo.

As pessoas com câncer podem, inclusive, apresentar circunstâncias diferenciadas. Por ter um sistema imunológico mais debilitado, a reação imune para a vacina da covid, seja ela qual for, pode não ser a mais esperada. Mas, mesmo com a resposta mais baixa do que em pessoas saudáveis, é de extrema importância que elas recebam os imunizantes.

Todas as vacinas aprovadas para uso no Brasil são seguras para o paciente oncológico. Não existe nenhuma contraindicação, mesmo para aqueles que estejam em tratamento. A orientação é conversar com o médico e receber a melhor opção, baseada nas diretrizes nacionais e em estudos internacionais, que já alegam os benefícios deste reforço.

No fim de agosto, o Comitê Consultivo de Vacinação da National Comprehensive Cancer Network atualizou as recomendações de vacinação contra a covid-19 para pessoas com câncer, orientando a incorporação da terceira dose do imunizante de mRNA. A indicação é para que haja um intervalo de pelo menos quatro semanas entre a segunda e a terceira doses.

De acordo com as indicações da NCCN, baseada nas informações do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), são consideradas pessoas imunocomprometidas quem está em tratamento ativo de câncer tumores ou cânceres do sangue, se recebeu um transplante de células-tronco nos últimos dois anos ou está tomando medicamentos para suprimir o sistema imunológico.

No entanto, devido a relatórios iniciais de menor eficácia da vacina em determinados casos, conforme comentamos acima, pacientes e contatos próximos devem continuar a usar máscaras, manter o distanciamento social, higienizar bem as mãos e seguir as demais recomendações para a prevenção de COVID-19, mesmo se vacinados.

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