A saúde de quem está na linha de frente da epidemia

O que você tem feito para cuidar da saúde mental?

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Circularam na internet imagens de profissionais de saúde com os rostos machucados e marcados pelas máscaras utilizadas para a prevenção do coronavírus. As fotos sensibilizam porque humanizam quem está na linha de frente dessa guerra. A maior parte das pessoas não faz ideia do que deve ser passar horas e horas dentro de uma UTI, tendo que lidar com casos graves, com a falta de leitos, a apreensão da família e ainda ter que redobrar o cuidado com a própria saúde, já que o risco de contágio é maior.

Pouco se fala da saúde mental de quem está trabalhando todos os dias para lidar com os desafios do coronavírus. É tudo muito novo, apressado e urgente. Na ânsia de cuidar de quem precisa de ajuda para respirar, falta tempo para dar um suspiro. Um estudo publicado ontem pela revista científica Jama Network apontou que uma proporção considerável dos profissionais da saúde que trabalharam nos hospitais chineses relataram ter sintomas de depressão (50%), ansiedade (45%), insônia (34%) e angústia (70%). Ao escolher a profissão, essas pessoas já sabiam que a principal missão seria cuidar dos outros. Mas isso não significa que o sofrimento inerente à profissão deve ser ignorado.

Fora do sobrecarregado mundo da saúde há também um universo paralelo das outras pessoas que estão na cadeia de produção para o combate ao vírus. O caminhoneiro que transporta o material essencial, o pedreiro que está ajudando a construir as tendas, o operário que está na produção de produtos médicos, a jornalista na cobertura diária, a caixa de supermercado que não pode ser liberada para o home office…como está a saúde mental dessas pessoas? Elas saem todos os dias para trabalhar, mas recebem as mesmas mensagens de pânico pelo WhatsApp. Saem todos os dias para trabalhar, mas voltam para casa e assistem ao jornal com as notícias catastróficas.

Desde o começo da epidemia recebemos a mensagem diária nas redes sociais e pela televisão de que é preciso cuidar da nossa saúde – lavar as mãos corretamente, seguir a etiqueta respiratória, aderir ao isolamento social (quando possível ) -, mas pouco se falou sobre a importância da saúde mental de quem está lá fora. Vocês já pensaram sobre isso? O que você tem feito para cuidar da sua saúde mental? Como podemos ajudar quem está na linha de frente?

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