A primeira coletiva de Nelson Teich

Novo ministro fez sua primeira coletiva de imprensa e apresentou algumas informações

80
Imagem: Palácio do Planalto (Flickr)

Estava aguardando ansiosamente para ouvir as orientações do novo ministro da saúde, Nelson Teich. A expectativa da coletiva era grande, já que ele foi escolhido para substituir o Luiz Henrique Mandetta que, críticas à parte, tinha uma popularidade alta.

Em sua primeira coletiva, Teich começou muito bem quando disse que não haver “medida intempestiva” em relação ao isolamento. Ou seja, isso não quer dizer que só porque ele chegou que as cidades devam cancelar o distanciamento e retomar suas atividades. O que o ministro fez questão de deixar muito claro é que o Brasil é um país de dimensões continentais e que as recomendações serão diferentes para cada localidade. Disse que a transparência vai nortear as ações e que não pretende colocar os números de forma rápida e superficial, sem explicar. Disse também que é prioridade cuidar das pessoas e salvar o maior número de vidas.

O secretário Wanderson Oliveira, que estávamos acostumados a ver nas coletivas da gestão anterior, permaneceu em seu cargo e participou da entrevista como fazia antes. Alguns dados interessantes foram apresentados:

– Como a vacina vai demorar, a grande aposta vai ser na busca de um tratamento eficaz. Mais de 400 estudos realizados no mundo procuram um medicamento – sendo mais de 30 deles no Brasil, segundo o ministro;

– 40% dos municípios brasileiros não têm registro de síndrome respiratória aguda grave e nem de covid-19 em seu território. “Isso não significa que não tenham que fazer nenhuma restrição, mas podem atuar de forma diferenciada do que em locais com muitos casos”;

– O IBGE ajudará o governo a desenhar um modelo de testagem da população para que tenha os resultados necessários para guiar as próximas políticas;

– O ministro também apresentou o novo secretário, Eduardo Pazuello, que vai administrar a logística e a estratégia do combate ao coronavírus. Ele falou sobre a “não linearidade” de ações. “Isso significa que serão adotadas iniciativas diferentes e, às vezes opostas, em regiões diferentes”;

– A expectativa de pico de casos é diferente para cada região do país. No Norte, por exemplo, de acordo com a experiência de incidência de doenças respiratórias, o pico seria entre março e abril. No Sul e Sudeste, o pico ainda não chegou. A previsão se mantém para maio e junho. Wanderson explicou que estamos na semana 18 do coronavírus. E o período esperado de maior incidência nessas regiões ocorre entre a semana 20 e 22 – dependendo de cada ano.

A coletiva foi parecida com o formato que costumava ter, com as perguntas enviadas previamente pelos jornalistas. O formato não deve mais ser diário.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui